Medidor Bidirecional

O medidor bidirecional é uma dúvida comum de integradores e clientes que possuem um sistema de energia solar fotovoltaica conectado à rede. Ao contrário do medidor convencional, conhecido também como relógio, o medidor bidirecional mede não só a energia consumida por uma instalação, mas também mede a quantidade de energia injetada na rede elétrica. No caso de uma casa que possua energia solar, o medidor bidirecional fará a medição de toda a energia em kWh produzida e não consumida que foi injetada na rede pela usina fotovoltaica instalada naquele imóvel (energia que sai), assim como, a energia que foi consumida da concessionária (energia que entra).

Mensalmente a companhia de energia elétrica local fará a leitura da energia que foi consumida e da energia que foi injetada. Ou seja, se você injetou 600 kWh/mês e consumiu 600 kWh/mês, você não terá que pagar pela energia consumida, pois você já “pagou” a concessionária com a energia injetada pelo seu sistema solar.

 

Porém, muitos clientes de energia solar tem dúvidas sobre a leitura do medidor bidirecional após a instalação do sistema. Primeiramente, deve-se notar que o medidor bidirecional apresenta duas medições: a de energia consumida (normalmente identificada pelo código 003) e a energia injetada (normalmente identificada pelo código 103). Na figura ao lado, por exemplo, foram consumidos 1027 kWh e injetados 769 kWh. Até aqui, tudo certo.

 

O problema começa quando o cliente tenta conferir se a produção de energia elétrica do sistema está igual ao valor registrado no medidor pelo código 103. Essa dúvida é natural, pois o cliente quer ter a certeza de que todos os seus créditos gerados estão sendo computados. Muitas vezes, o cliente questiona a precisão do medidor sobre a medição do código 103, uma vez que não é registrada 100% da energia produzida pela sua usina.

Basicamente, essa diferença de valores se dá por se tratarem de medidas diferentes. A medição do inversor é referente a energia produzida, enquanto a medição registrada no medidor é da energia injetada. Essa diferença é natural, pois parte da energia produzida já é consumida dentro da residência e somente a sobra de energia elétrica é injetada na rede da concessionária e, logo, registrada pelo medidor. Dessa maneira, se houver qualquer consumo diurno no local da instalação, o valor de energia injetada não será igual ao da produção de energia verificada pelo aplicativo de monitoramento.

Por exemplo, se foi produzido 30 kWh ao longo do dia e, ao mesmo tempo, se consumiu 10 kWh enquanto gerava-se energia, naturalmente foram injetados na rede a diferença entre a geração e o consumo, ou seja, 20 kWh (30 – 10). Nesse caso, foram produzidos 30 kWh, que serão registrados pelo aplicativo de monitoramento, e injetados 20 kWh que serão registrados pelo medidor.

Assim, não se deve confundir energia injetada e energia produzida, pois, sempre que a usina estiver gerando eletricidade, a sua residência ou imóvel terá a prioridade em relação à rede no momento de receber essa energia elétrica. Somente quando ocorrer uma sobra de energia é que a rede receberá a energia da usina solar. Ao mesmo tempo, quando o sistema não conseguir suprir 100% do consumo de energia da residência, a concessionária fornecerá o complemento de energia necessária para atender sua casa.