Energia limpa precisa estar no centro da recuperação econômica 

Ela vinha de vento em popa. A energia renovável apresentou um crescimento espetacular nas últimas duas décadas, criando novas indústrias globais e ajudando a evitar quantidades significativas de emissões de gases de efeito estufa. Se tornou um elemento fundamental da economia, alimentando quase 30% do uso global de eletricidade. É também um empregador significativo, além de ser uma fonte importante de novos investimentos e inovações tecnológicas. Relatório da ONU aponta que 78% da capacidade de geração adicionado globalmente em 2019 foi em energia eólica, solar, biomassa e resíduos, geotérmica e pequenas hidrelétricas. O investimento em energias renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, foi mais de três vezes o das novas usinas de combustíveis fósseis.

Em outubro de 2019, a AIE, Agência Internacional de Energia, previa que 2020 seria um ano recorde para adições de eletricidade renovável.
Mas o coronavírus impôs uma queda de 6% na demanda global de energia – sete vezes mais do que após a crise financeira global de 2008. E junto com os principais combustíveis como carvão, petróleo e gás, o mundo viu turbinas paralisadas e painéis solares debaixo de um tempo sombrio. E bem onde tudo começou: na China, que produz 70% dos painéis solares do mundo e bem onde tudo começou na china.

Pela primeira vez em 40 anos, a instalação global de energia solar, eólica e outras energias renováveis foi menor que no ano anterior: houve uma redução de 13% nas instalações.

Até quando vai durar a tempestade? Tudo depende das estratégias dos governos. Se eles vão colocar as tecnologias de energia limpa – renováveis, eficiência, baterias, hidrogênio e captura de carbono – no centro de seus planos de recuperação econômica.
Há grandes desafios pela frente no setor de energia renovável
Mas, segundo especialistas, não há momento mais propício do que este para incrementar a demanda por energia limpa. Primeiro, porque a pandemia reduziu a demanda por combustíveis fósseis- as emissões de carbono devem diminuir em quase 8% este ano- e evidenciou problemas de armazenamento e distribuição da energia suja.
gigantes do setor, como a anglo-holandesa Shell, a norueguesa Statoil e a francesa Total. Algumas das empresas já anunciaram inclusive o interesse de investir nesse segmento dentro do Brasil –onde o potencial eólico é grande. A Petrobras tem buscado iniciativas nesse sentido.

O mercado e os investidores já estão convencidos da confiabilidade e competitividade da energia renovável.

Enquanto a Bovespa caía para o seu pior desempenho em meio a uma retirada de risco ligada ao coronavírus, perdendo um terço de seu valor no mesmo período e quase metade em dólar, a fabricante de motores elétricos e turbinas eólicas Weg SA foi a campeã do índice. As ações da Weg subiram mais de 10% até agora em 2020, recuperando-se de fortes perdas em março.

A pandemia de coronavírus ainda representa uma ameaça significativa para a implantação oportuna de fontes renováveis rotem da crise com um impulso renovado e desempenhem um papel importante na recuperação econômica global. Desta forma, os bons ventos voltarão a soprar no setor energético.

** este texto e só um resumo matéria da Rosana Jatobá, a matéria completa você encontra:https://bit.ly/39LJRI3

Câmara deve retomar discussões do marco legal para energia solar na esteira de pauta ambiental

Autor do projeto, deputado federal Lafayette de Andrada, afirma que a disposição de Rodrigo Maia para o tema tende a dar fôlego para o projeto de lei da geração distribuída.

Líderes da Câmara dos Deputados articulam a retomada da tramitação e votação do projeto de lei que prevê a criação de marco regulatório para o setor de energia solar fotovoltaica na geração distribuída. A ideia é aproveitar a agenda ambiental do legislativo federal, que deve ser discutida em agosto para emplacar a proposta.

A medida está sendo debatida com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é responsável pela pauta de votação e que tem recebido apelos não só dos colegas, mas também de empresários, para que foque nessa agenda ambiental, uma vez que a Casa ficou focada em medidas para combater as crises causadas pelo coronavírus nos últimos meses.

O projeto específico da geração distribuída tem três eixos centrais: incentivo à energia solar em todo o País; auxílio na popularização do uso da tecnologia fotovoltaica e criação de um mecanismo equilibrado entre os consumidores e as distribuidoras de energia elétrica.

O projeto de Lafayette prevê a continuidade dos benefícios para os produtores que já têm painéis fotovoltaicos instalados. As novas instalações ficariam com os incentivos atuais, sem nenhuma mudança, até o fim de 2021. A partir de janeiro de 2022, a geração distribuída entraria em um processo de diminuição gradual dos estímulos.

O texto do deputado propõe uma elevação da cobrança pelo uso da rede das distribuidoras. A ideia é fixar um pagamento de 10% da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd) a partir de 2022, que subiria a cada biênio. Após completar dez anos, atingiria a cobrança cheia.

Lafayette afirmou que não houve mudanças no texto que já estava em andamento e ficou paralisado por conta da pandemia. Segundo o deputado, o projeto deve permanecer nos moldes do que vinha sendo acordado.

“Tudo tem margem. O texto todo é produto de negociação e de conversações. Por isso, penso que não se deva mexer nele, exatamente para respeitar o que foi consensuado”.

Lafayette diz ainda que uma das grandes virtudes do projeto é a possibilidade de abrir a possibilidade do uso da energia solar para as camadas menos favorecidas.

Direto de Brasilia

Energia solar: software gratuito ajuda a recuperar o investimento

Serviço online utiliza telemetria para monitorar remotamente o desempenho dos sistemas fotovoltaicos instalados em telhados de empresas e residências

Investir em energia solar, geralmente, compensa. A economia proporcionada pelos painéis na conta de luz, em alguns anos, paga o custo do sistema. Os equipamentos, no entanto, não são baratos. Um sistema residencial, com capacidade de 2 kWp (unidade que define a potência máxima de um painel fotovoltaico), sai por volta de 14.000 reais. 

Atualmente, dependendo do consumo, um sistema fotovoltaico “se paga” em 3 a 7 anos.  Para reduzir esse tempo, a PV Operation, empresa brasileira de manutenção em usinas solares, lançou um software gratuito que faz a telemetria dos sistemas, remotamente, e monitora o desempenho dos painéis. Segundo a companhia, com isso, é possível reduzir o prazo em 10%. 

O software lê as informações do inversor, responsável converter a energia captada pelos painéis para o padrão correto, e mede a produção real de eletricidade. O desempenho dos equipamentos pode ser afetado por uma série de situações, como superaquecimento, sujeira acumulada ou um cabo solto. O sistema registra o histórico de consumo e gera alertas em caso de problemas. 

Redação

Caxias pela primeira vez no ranking das 10 cidades com mais energia solar instalada

Imposto zerado para importação de equipamentos de energia solar deve impulsionar ainda mais este mercado

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), de julho deste ano, colocaram Caxias do Sul entre os 10 municípios brasileiros com maior potência instalada de energia solar. É a primeira vez que a cidade figura neste ranking dos primeiros colocados e a única representante do Sul do país. Com Uberlândia (MG), são os únicos municípios que não são capitais.

Embora o potencial de indústrias, comércio e agronegócio de Caxias justifiquem o potencial para implantação de energia solar, o investimento para a geração se tornou mais acessível também para residências. A recente medida do governo federal, de zerar impostos para compra de equipamentos importados de energia solar, até o final de 2021, pode popularizar ainda mais este mercado.

Mais de R$ 25 milhões em financiamentos

Dos 973 projetos de energia solar em funcionamento em Caxias, 236 foram financiados pela Sicredi Pioneira RS, uma das primeiras instituições financeiras a criar uma linha específica para o segmento, ainda em 2017. 

Desde então, foram liberados R$ 25 milhões somente para Caxias do Sul. Em toda a região de abrangência da cooperativa, já são R$ 110 milhões destinados para 1,4 mil projetos em 21 municípios da Serra e do Vale dos Sinos. Jonas Rauch, gerente de negócios estratégicos da cooperativa, chama a atenção para 52% destes projetos ser em residências.

– Aumentou a escala da venda, a produção, tanto nacional e importada, e empresas que distribuem. Agora são 140 empresas aqui na região e, quando começamos, em 2017, eram 15. Isso aumenta a concorrência, a escala de produção e o preço diminui. A novidade de redução de impostos vai representar mais economia – prevê Rauch.

O gerente destaca que o tempo médio para cobrir o investimento gira em torno de quatro a cinco anos, mas pode chegar a menos de três. Ele também compara as taxas de juros dos financiamentos que hoje, no Sicredi, são de 0,48% ao mês e ficava acima de 1% quando a linha foi inaugurada.